A Princesa que Fez o Mundo Girar
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Quem foi princesa Diana?
Sabemos que durante a historia as mulheres sempre tiveram suas vidas controladas por terceiros, e isso não foi diferente com a Diana Frances Spencser, mas apesar de ter tido a vida toda podada, essa mulher com uma inexplicável simpatia, conseguiu deixar o seu legado no mundo nunca sendo esquecida mesmo depois de anos a sua morte.
Diana Frances Spencer nasceu em Sandringham, na Inglaterra, em 1º de julho de 1961. Ele pertencia à aristocracia britânica, uma vez que fazia parte de uma família vinculada à nobreza do país. Ela era a filha mais nova de Edward John Spencer, na época Visconde Althorp, e de Frances Ruth Burke Roche.
Diana possuía quatro irmãos: John, Charles, Cynthia e Sarah. John faleceu poucas horas depois de nascer em 1960. Diferente do que muitos pensam, Diana teve uma vida privilegiada, mas, as relações familiares da princesa nunca foram um mar de rosas. O relacionamento de seus pais era muito ruim.
O divórcio deles aconteceu em 1967, mas a guarda das crianças foi disputada na justiça até que foi decidido que Edward John Spencer ficaria com os filhos.
Durante sua fase escolar, Diana desenvolveu uma grande afinidade com as artes, sendo uma ótima pianista e tendo um grande apreço pelo balé. Em 1978 ela terminou seus estudos na Suíça e retornou para a Inglaterra, fixando-se em Londres.
Depois de terminar seus estudos superiores na Suíça, Diana se mudou para Londres, onde trabalhou como professora de Jardim de Infância. Conheceu o príncipe Charles em 1977, quando tinha apenas 16 anos. ela conheceu Charles por meio de sua irmã, Sarah, em um jantar.

O casamento.
O casamento do príncipe Charles e Lady Diana Spencer ocorreu na quarta-feira, 29 de julho de 1981 na Catedral de São Paulo, em Londres, Reino Unido. O noivo era o herdeiro aparente do trono britânico e a noiva era um membro da família Spencer. Brasão de Armas Combinado de Charles e Diana, o Príncipe e Princesa de Gales.
O vestido de noiva de Lady Di. Se tornou lendário e foi um dos detalhes mais destacados na época. O modelo dos jovens designers David e Elizabeth Emanuel ficou em sigilo até o grande dia.

De acordo com o veículo, a princesa estava nervosa com o dia em que subiria ao altar. Para aliviar as tensões, Charles mandou uma nota secreta e lhe ofereceu um conselho doce. "Na noite anterior ao casamento, Diana passou na Clarence House com sua irmã Jane. Ele lhe enviou um bilhete, junto com um anel de sinete que trazia as penas do príncipe de Gales. Ele escreveu: 'Estou tão orgulhoso de você, e, quando você subir ao altar, estarei lá. Basta olhar nos olhos e nocauteá-los'", afirmou a autora real Penny Junor.
Suas guerras pessoais.
Em "The Crown"! O seriado da Netflix revive a história da Rainha Elizabeth II e de toda a realeza britânica, mas o personagem o personagem que sempre foi o mais aguardado da trama da vida real é a Princesa Diana.
As cenas em que Diana força o vômito na quarta temporada de "The Crown" são pesadas e bem gráficas. O excelente trabalho da atriz Emma Corrin na série da Netflix pode trazer choque ao público, mas a bulimia foi uma triste realidade na vida da princesa.
"Eu chegava em casa e era muito difícil saber como confortar a mim mesma depois de passar o dia confortando outras pessoas, então eu pulava para a geladeira. Estava pedindo socorro, mas dando os sinais errados. As pessoas decidiram que o problema era esse: 'a Diana é instável'."- Diana à BBC em 1995
Ao longo de sua vida, Lady Di veio para quebrar diversos paradigmas sendo uma mulher forte e a frente de seu tempo em muitos aspectos, seja ao falar sobre questões de sua vida pessoal ou ate mesmo em tocar nas mãos de um pessoa com AIDS e desmistificar sua transmissão por tato. Um desses temas que ficaram esquecidos, voltam à discussão do público com o seriado: a sua luta contra a bulimia. Ao ver uma mulher tão forte e carismática, poucos poderiam imaginar o que acontecia entre as paredes dos palácios.
"Eu tive bulimia por vários anos. E isso é como uma doença secreta. Você inflige isso a si mesma porque sua auto-estima está em baixa e você não acha que é digna ou valiosa", revela Diana em uma entrevista à BBC em 1995. Nessa mesma entrevista ela explica que não contou a ninguém da família real sobre a situação, revelando: "Você tem que saber que quando você tem bulimia, você fica com muita vergonha de si mesmo e se odeia".
Diana em todos lugares.
Diana foi uma personalidade extremamente popular. A frequência com que seu rosto estampou a capa de importantes revistas de circulação mundial é impressionante. Veja alguns números abaixo:
- 50 vezes capa da revista People
- 8 vezes capa da revista Time
- 7 vezes capa da revista Newsweek
Isso apenas para revistas de calibre global.
Veículos de imprensa no mundo todo estamparam a Princesa de Gales na página principal por diversas vezes. Ter Diana em destaque em seu jornal e revista era uma boa forma de fazer os estoques se esgotarem mais rapidamente, especialmente entre os britânicos.

Lady Di e Príncipe Charlie.
Segundo Penny Thornton, astróloga de Diana, no dia anterior ao casamento, Charles teria feito uma confissão que deixou Diana arrasada. Para que ela não tivesse falsas esperanças sobre a relação, Charles havia deixado claro que não a amava.

"Acho que Charles não queria ir ao casamento com base em uma premissa falsa. Ele queria acertar as contas com ela e foi devastador para Diana", contou Thornton no documentário The Diana Interview: Revenge Of A Princess.
O casamento com o príncipe fez de Diana princesa de Gales e permitiu que ela recebesse o tratamento de Sua Alteza Real. Além disso, ela se tornou a terceira mulher mais influente da monarquia inglesa, estando atrás apenas da rainha e da rainha-mãe. Ela recebeu grande atenção da imprensa e do público em geral, que destacava sua simplicidade e timidez.
A princesa Diana e Charles esforçavam-se para demonstrar publicamente um casamento feliz, no entanto isso não era verdade. Eles tiveram dois filhos juntos, William e Harry, nascidos em 1982 e 1984, respectivamente. Depois do nascimento de William, inclusive, Diana sofreu de depressão pós-parto.
A separação.
Embora tivesse todos os elementos para ser um conto de fadas, a união não teve um final feliz: a separação ocorreu onze anos depois, em 1996, somente um ano antes da morte precoce de Diana.

Em fevereiro de 1996, Diana anunciou seu acordo após negociações com Charles e representantes da Rainha, irritando o Palácio de Buckingham ao fazer seu próprio anúncio do acordo de divórcio e seus termos. Em julho de 1996, o casal concordou com os termos do divórcio.
Instinto de ajudar o próximo.
Mesmo deixando a realeza, Diana não parou de trabalhar em suas causas, e seguiu servindo o povo britânico, mantendo o seu título de Princesa do Povo. Além disso, passou a dividir a guarda dos filhos com o ex-marido, e sempre tinha a oportunidade de passar um bom tempo com os garotos.
Quando viva, Diana usou sua celebridade para aumentar a conscientização para uma série de causas, da hanseníase à violência doméstica e à saúde mental. Ela ganhou as manchetes em 1987 quando apertou a mão intencionalmente de um paciente com AIDS, trabalhando para desfazer o mito de que o HIV/AIDS poderia ser transmitido pelo toque.
Nos meses antes de morrer, ela pegou os holofotes da mídia e os colocou diretamente sobre os perigos das minas terrestres em Angola. Ela era, segundo o ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair, "a princesa do povo".
Sua sina era ajudar os outros. Apoiou diversas instituições de caridade e, inclusive, atravessou um campo de minas terrestres em Angola para demonstrar o perigo causado à população africana pelos conflitos civis no país.
Em 1987, veio ao Brasil conhecer órfãos de pais soropositivos.

Legado de Diana.
À época, Diana provavelmente não era aquilo que a realeza esperava. Mas hoje se observa que graças a ela a familia real descobriu uma maneira melhor de lidar com seu povo - que se perpetua até os dias atuais
Depois da Princesa Diana, o palácio também aprendeu a se posicionar melhor diante dos holofotes. Se hoje a Família Real consegue lidar de forma mais adequada com o público, antecipando seu humor e sensibilidade, muito se deve a Diana.
Em uma famosa viagem feita por ela no ano de sua morte (1997), Diana pediu sigilo de suas visitas e andanças por Angola, país para o qual viajara com o objetivo de promover uma campanha de remoção de minas terrestres liderada pela Cruz Vermelha internacional.
O objetivo de não divulgar suas visitas era poder ter liberdade para que ela conversasse e visitasse as pessoas sem que a mídia atrapalhasse.
Além de Angola, no decorrer de sua vida Princesa Diana viajou por todo o mundo promovendo ações de caridade e instituições filantrópicas.
Sua morte.
Em sua vida pessoal, acabou se envolvendo com outras pessoas, até começar a namorar o empresário egípcio, Dodi Fayed. Em 1997, o mais novo casal viajou para Paris, na França, onde passaram os seus últimos dias.
No dia 30 de agosto, Diana e Dodi sofreram um acidente de carro fatal nas ruas da capital francesa após serem seguidos por paparazzis. Além deles, o motorista Henri Paul também faleceu na tragédia. O acidente, segundo investigações da polícia britânica, foi causado por excesso de velocidade e pela embriaguez do motorista, Henri Paul. O único sobrevivente da tragédia foi o guarda-costas da princesa Trevor Rees-Jones, que estava no banco do carona. Paul e Dodi morreram na hora.
Diana e seu guarda-costas foram socorridos e levados para um hospital. Ela morreu poucas horas após dar entrada no Hospital Pitie-Salpetriere, em decorrência de uma hemorragia interna, severos ferimentos no tórax e na cabeça, e lesões pulmonares.
A notícia chegou à família real enquanto eles estavam na Escócia, no Castelo de Balmoral. Em poucas horas, Charles voou para Paris para recuperar o corpo de Diana antes de retornar a Balmoral para ficar com os filhos dele e de Diana, o Príncipe William e o Príncipe Harry.
Diana tinha apenas 36 anos de idade
Para sempre Diana.
Mesmo 20 anos após a morte da Princesa Diana, sua memória permanece firme e todo 31 de agosto, seu aniversário de morte, jornais, revistas e sites fazem retrospectivas e produzem textos sobre a vida da Princesa e suas ações em vida.
Seu legado humanitário foi muito importante e até hoje ela é uma personalidade reconhecida pelas campanhas que promoveu.
Por: Caroline Dantas.